terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Um “Ídolo” de Matosinhos

Ninguém tem dúvidas de que atravessamos, de facto, uma conjuntura extremamente difícil, aos mais variados níveis. A palavra de ordem na agenda política, nas intervenções, nas mensagens, na comunicação social é, aliás, crise. Crise, mais crise, mais crise, necessidade de “apertar o cinto” e enfrentar dificuldades sérias que, cada vez mais, afectam as nossas famílias.
E é verdade. Enfrentamos, indubitavelmente, um período de crise e, sem dúvida, a faixa etária por ela mais atingida é a nossa juventude. Juventude que aposta tudo na sua formação, no seu percurso académico, juventude que alimenta fortes esperanças e que acredita no futuro.

A mesma juventude que, depois, tem de lidar com as desilusões. Com a falta de oportunidades, com a falta de emprego, com a falta de recompensa pelos anos de estudos, pelos sacrifícios pessoais feitos ao longo de anos.
Vem isto a propósito do programa “Ídolos”, da SIC. Um programa que envolve a nossa juventude e que é, hoje, sem dúvida, um dos programas mais mediáticos do nosso panorama televisivo.
Para nós, para Matosinhos, de uma forma ainda mais especial. Isto porque, depois de um longo processo de selecção de entre milhares de concorrentes, foram seleccionados dois jovens matosinhenses, a Solange, que teve uma prestação notável, saindo, apenas, quase na recta final, e o Filipe Pinto, um jovem verdadeiramente fantástico, que conseguiu chegar à grande final do programa.
Residente em S. Mamede de Infesta, mais propriamente no Padrão da Légua, este jovem, de 21 anos, tem vindo, ao longo de todo o programa, a mostrar todo o seu extraordinário talento, toda a sua enorme capacidade musical.
Sou, para além de amigo da família, um seu admirador. Admirador pela sua criatividade, pela sua vertente fascinante, pela sua honestidade intelectual, pela sua sensibilidade para as questões culturais e ambientais e, acima de tudo, pela sua seriedade e humildade.
Devo, de facto, admitir que o que mais me surpreende e cativa neste jovem talentoso é a sua sensibilidade para as causas, para os valores e, sobretudo, olharmos para o Filipe e percebermos que estamos, de facto, perante um jovem de princípios.
Assisti, em directo, este Domingo passado, à penúltima gala do “Ídolos”. Tive oportunidade de contactar com toda aquela máquina mediática e de acompanhar, ainda mais de perto, o percurso do Filipe.
Nessa mesma gala, um dos elementos do júri fez questão de salientar, para além de todo o talento deste jovem matosinhense, a sua excelente formação. Afirmou que os pais e a sua irmã, Andreia, deveriam estar, sem dúvida, orgulhosos. Não poderia estar mais de acordo. O Filipe tem, para além de todas as outras qualidades, uma educação sustentada em princípios, em valores. Valores que, infelizmente, se vão esvaziando, na nossa sociedade, cada vez mais.
Domingo, temos a grande final. Lá estaremos, para vivermos, para sentirmos, respirarmos Matosinhos através de um dos seus protagonistas, que projecta o nome da nossa terra. Ou nos estúdios da SIC, ou na sede da Labmed (Av. de França, no Porto) ou em casa. Mas, o mais importante é darmos o nosso voto ao Filipe, através do número 760 300 514.
Vamos, finalmente, ficar a conhecer o próximo “Ídolo” de Portugal. É óbvio que o que desejo, o que todos desejamos, é que o grande vencedor seja o Filipe Pinto, um homem do Norte, um homem do Porto, um homem de Matosinhos.
Ainda que, para mim, e para Matosinhos, o Filipe seja, já, o grande vencedor, seja já um ídolo. E que orgulho foi e continua a ser para a Associação “Narciso Miranda Matosinhos Sempre” apoiar este jovem talentoso e cheio de carisma. Este verdadeiro “Ídolo”.

Narciso Miranda


1 comentário:

JOSÉ MODESTO disse...

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE MATOSINHOS
11 FEVEREIRO 2010.

CULTURA-PATRIMÓNIO e ATROPELO...

ANTÓNIO NOBRE:

Na praia lá da Boa Nova, um dia,
Edifiquei ( foi esse o grande mal)
Alto castelo, o que é a fantasia,
Todo de lápis-lazúli e coral!

1º - Numa época em que as alterações climáticas são permanentemente constantes...a subida dos oceanos é inevitavel.
2º - Numa altura em que a prioridade das autarquias servidas pela nossa orla marítima, apontam para a sua preservação e não construção.
3º - Sabendo que o nosso MONUMENTO NACIONAL "O SALÃO DE CHÁ DA BOA NOVA" se encontra a norte da pequena praia ali existente.

A nossa autarquia (todos) aprovam a construção de um bar DENTRO da PEQUENA PRAIA... DENTRO DO PEQUENO AREAL ALI EXISTENTE, limitando assim os nossos banhistas que ali encontravam a sua pequena área de lazer.
Curiosamente a norte do Farol da Boa Nova uma extensa área de terreno completamente livre para se fazer essa construção.

Uma chama de atenção a volumetria do mesmo bar.

Saudações Marítimas
José Modesto