sexta-feira, 17 de julho de 2009

Manifestações que me emocionaram

1. No Domingo passado, participei em algumas iniciativas de relevante importância, mas gostaria de salientar duas de grande impacto popular, mas, também, de fé.
Em primeiro lugar, de manhã participei na 5ª Meia Maratona Internacional de Matosinhos. Creio, a avaliar pelos comentários que ouvi, que me portei bem.
Mas o que quero destacar é a capacidade de organização e realização desta corrida. E gostaria de salientar, correndo o risco de ser injusto com muitos, o Paulo Catarino e a Rosa Mota. De facto, demonstraram que são corredores de fundo. Estão de parabéns e merecem o meu apreço.



Aliás, a adesão dos corredores, dos cidadãos, dos muitos que assistiram, só não teve ainda mais impacto e relevo por alguns protestos pelos inconvenientes provocados por quem circulava de automóvel. A estes dir-lhes-ei apenas: tenham paciência, estas iniciativas também são muito importantes.
Depois, participei nas Festas do Mártir S. Sebastião. Tive oportunidade de participar na grandiosa procissão e avaliar a fé intensa e renovada da nossa gente do mar ao seu padroeiro. Convém salientar que participei porque sou Presidente da Assembleia Geral da instituição que organiza as festas. Fi-lo com gosto, com prazer e porque não dizer, também com fé. E vi a maneira como as pessoas se envolveram, se empenharam, se entusiasmaram e sentiram esta manifestação de fé, de respeito e de homenagem à nossa gente do mar.
É verdade que senti calor humano. É verdade que ouvi mensagens calorosas, apoio e até aplausos. Mas é verdade que tenho de ler isto como incentivos, motivações, como mensagens de força para a caminhada que temos pela frente. Creio bem que estas notas que me transmitiram foram, também, mensagens de fé. Fé de se retomar o rumo do rigor, da experiência e da responsabilidade.

2. Sei que não deixa de ser compreensível, mas, nos meus contactos diários com os matosinhenses, confirmados por estudos de opinião, constatei uma realidade que é preciso começar a “desmontar”, para que os cidadãos possam, em Outubro, nas próximas eleições autárquicas, exercer o seu direito de escolha de forma livre e transparente.
Os matosinhenses conhecem-me bem. Sabem bem quem sou e sabem bem distinguir o trabalho por mim desenvolvido à frente dos destinos de Matosinhos, ao longo de quase três décadas. Mas a verdade é que, tal como nunca o escondi, sempre o fiz ao serviço do PS e fi-lo sempre como socialista de alma e coração que sou. Talvez por isso, a verdade é que, ainda hoje, alguns cidadãos que dizem ir votar na minha candidatura, como independente, a Presidente da Câmara de Matosinhos, pensam que para o fazer têm de votar no PS, o que não corresponde à verdade.
Pela primeira vez, existe em Matosinhos, uma candidatura independente. A candidatura por mim encabeçada e que surge sob a sigla “NARCISO MIRANDA MATOSINHOS SEMPRE” e a palavra NARCISO, no local dos símbolos partidários. E é preciso que os matosinhenses tenham cada vez mais consciência disto.
É de fundamental importância, por isso, este esclarecimento para que não haja dúvidas que no boletim de voto para as eleições autárquicas de 11 de Outubro, a minha candidatura surgirá desta forma, para que todos os que queiram votar em mim e na candidatura que irá permitir a Matosinhos retomar o rumo do rigor, da credibilidade, da confiança e da esperança o possam fazer sem dificuldades.
Até porque eu compreendo, de facto, que possam ainda existir este tipo de confusões. Afinal, tal como já o disse, sempre fui um homem de Partido, do Partido Socialista e, mesmo agora como independente, tenho o apoio de centenas de militantes do PS, como o comprovei ainda esta semana, num acto público que muito me emocionou.
Perante cerca de 70 militantes das várias secções do PS do concelho de Matosinhos, recebi um dossier com as assinaturas de cerca de 700 militantes socialistas, devidamente identificados através das secções do PS do concelho onde militam e o respectivo número de militante que quiseram, desta forma, demonstrar o seu apoio inequívoco à minha candidatura como independente à Câmara de Matosinhos.
E muito mais gratificante para mim foi receber este dossier das mãos do fundador e do militante nº 1 do PS de Matosinhos e primeiro vereador eleito no tempo do MFA para a Câmara de Matosinhos, Júlio Vasconcelos. Uma personalidade como esta dizer-me que o faz porque “acredita que sou a única pessoa capaz de retomar o rumo de Matosinhos e levar à prática o programa socialista baseado nos princípios e nos valores do rigor ético e da solidariedade”, deixa-me extremamente sensibilizado.
Este acto público ficou, aliás, marcado por intervenções de vários militantes do PS do concelho que em muito me emocionaram e que, acima de tudo, provaram, uma vez mais, que não são os militantes do Partido que estão “a dormir”, que estão “anestesiados”, mas alguns dos seus dirigentes.
Mais uma vez, caso para dizer, tal como o tem vindo a dizer Mário Soares, ao longo do último ano: “Meus caros socialistas, quem avisa, amigo é”.

Narciso Miranda Matosinhos Sempre

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