sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mais de 500 militantes do Partido Socialista em jantar de apoio a Narciso Miranda

O candidato à presidência da Câmara de Matosinhos, Narciso Miranda, recebeu ontem, em Perafita, o apoio de mais de 500 militantes socialistas das diversas secções do PS do concelho de Matosinhos.

Um encontro emotivo que contou com intervenções de várias figuras de relevo, como Júlio Vasconcelos – militante mais antigo do PS de Matosinhos, fundador da primeira secção do PS e actual membro da Assembleia Municipal eleito pelo PS –, João Lourival – actual membro das Assembleia Municipal, Assembleia Metropolitana e ainda presidente da Assembleia de Freguesia de Matosinhos, eleito pelo PS – Alexandra Gavina – que pertence à actual equipa do PS da Câmara Municipal de Matosinhos – e ainda os presidentes das juntas de Leça da Palmeira e da Senhora da Hora, eleitos pelo PS, Pedro Tabuada e Alexandre Lopes.

Narciso Miranda começou por relembrar a sua forte ligação ao PS e as “grandes caminhadas” que, de Matosinhos, levaram às vitórias de Mário Soares e de António Guterres. “Que saudades do PS que respeitava tudo e todos e respeitava, sobretudo, os seus militantes”, disse. O candidato não escondeu a sua ligação afectiva ao PS: “O PS é o meu partido. O problema não está no PS; está em alguns dos seus actuais dirigentes”.

Depois, relembrou a forma como o actual presidente da Câmara se apresentou como candidato do PS: “Pela primeira vez na história do PS o seu candidato não foi eleito na Comissão Política Concelhia. Porquê? Porque existem dirigentes do PS que têm um desrespeito total pelos valores do PS, pelo contraditório, pela diferença. É uma nova cultura política.”. Mas esse não é o único problema do actual executivo. Narciso Miranda relembrou a falta de obra dos últimos quatro anos, referindo que “o actual presidente apenas terminou as obras iniciadas anteriormente”.

Dívida crescente

Uma das preocupações do candidato, espelhadas na sua intervenção de ontem, é a dívida crescente da autarquia. “Quando deixei a Câmara havia uma estrutura financeira sólida. Neste momento a autarquia tem a maior dívida acumulada criada num período de quatro anos, com mais de 120 milhões de euros por pagar”. E acrescentou: “A Câmara de Matosinhos optou pelo caminho da despesa corrente e não pelo investimento. Por isso mesmo está a contrair vários empréstimos com várias entidades financeiras”.

Como se resolve este problema? Para Narciso Miranda o caminho é apenas um: “Cortar na despesa e acabar com o esbanjamento. Vou acabar com as viagens, com os almoços e jantares, os excessos de gastos nas comunicações, com as assessorias e consultorias”. Narciso Miranda apontou o caminho do rigor como única forma possível de gerir a autarquia.

Mas as críticas ao actual executivo não se resumem apenas os gastos supérfluos. “Nos últimos quatro anos nem mais um centímetro de Metro foi construído em Matosinhos”. A culpa, segundo Narciso Miranda, não é do Governo, mas antes “da falta de um autarca experiente e com força política”. Por isso mesmo afirmou de forma inequívoca: “Como presidente da Câmara não serei funcionário de nenhum Governo, seja da esquerda ou da direita”.

Alma Socialista

E porque de um jantar entre socialistas se tratava, Narciso Miranda não escondeu o seu passado e a sua alma socialista. Por isso mesmo fez um apelo: “Vamos votar no PS no próximo dia 27 de Setembro. Mas vamos votar nesta candidatura, na candidatura do coração, em Matosinhos no dia 11. Vamos ganhar, mas não apenas na Câmara. Vamos ganhar também as Juntas e a Assembleia Municipal. E pela primeira vez, vamos ter à frente da Assembleia uma mulher”.

Por fim relembrou: “Não estou zangado com o PS. Tenho apenas pena deste partido que no distrito do Porto se anestesiou, não apresenta ideias e que, por isso mesmo, vai pagar uma factura pesada no dia 11 de Outubro”. Quanto a José Sócrates, deixou um conselho: “Reponha o projecto no caminho certo e não comprometa o património político deixado por Mário Soares”.

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